ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA THOBIAS®

Possuído pelo demônio, conhecido arquiteto carioca mata cinco colegas a pauladas e declara: "foi Grandjean de Montigny quem mandou". Amigo dos assassinados viu tudo, mas não interferiu, preferindo continuar discutindo a pertinência dos volumes puros na obra de Niemeyer. Um professor de História da Arquitetura e Cavalo de Espírito acha tudo muito estranho. Segundo ele, é a primeira vez que Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny (Paris, 15 de julho de 1776 - Rio de Janeiro, 2 de março de 1850) é citado como tendo parte com o Tinhoso. Mas, vai saber... Voltaremos ao assunto na próxima semana, pois trata-se de assunto de indisfarçável gravidade.


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Arquitetura moderna é assim mesmo. Tudo igual...
Jandemira Prosca (arquiteta)

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As 1001 noites da Modernidade
Por Sheherazaha Hadid

Noite 439

Em nome da Modernidade, a Misericordiosa e de Phillipjohnson, seu Profeta, juro pelo Purificado Internationstyle, que os eventos que passo a narrar são verdadeiros como as superfícies ásperas do concreto armado, reais como a lisura tátil do aço.

Eu, Nazim, o Estagiário, passei a noite de Jehrab para Haah em companhia de Metilha, filha de Paulrudolph, o Extremo. Os atos da noite com Metilha ocorreram de acordo com os preceitos básicos estabelecidos pelas Sagradíssimas Escrituras e a interpretação do Conselho Religioso para Questões Estruturais, Espaciais e Funcionais, observando as regras do Ciclo Menstrual e as subsequentes abluções purificadoras, taxas na Prefeitura, recolhimento das Guias Apropriadas e preenchimento correto e circunstanciado de respectivos Formulários.

Caminhava eu, de volta para a minha humilde choupana tardomodernista, recitando os preceitos arquitetônicos de praxe para tais ocasiões, quando, subitamente, senti a Natureza, louvada seja Ela, a me chamar. Eis que à minha frente erguiam-se 114 palmeiras providenciais, alem de vegetações nativas, tratadas paisagisticamente por Burlemarkh, O Plantador, o que fornecia uma agradável guarida para o meu corpo expelir suas impurezas. Agachei-me com o natural cuidado de não dar nem a frente e nem as costas para o Edifício da Sagrada Unité d´Habitation, a Perene, nem para o Jardim Benigno de Carloscarpa, o Eterno. Prendi a túnica entre meus dentes e comecei a obrar enquanto meditava nos ensinamentos da Mística Atuação do Profeta Phillipjohnson, quando abriu seu Oásis e seu Museu para os reverentes dos Novos Mandamentos e da Nova Ordem das Coisas da Arquitetura, retirando, nesse momento, todas as maldições que os sacrílegos marxistas impunham à Santa Causa.

Já me preparava para o ritual da purificação, cuidando de não o fazer com osso ou papel com o Nome dos Santos Arquitetos inscritos, quando, de todos os lados, meus ouvidos foram invadidos por ruídos infernais. Lembrei-me da Revolta e da Barulheira de CIAM, quando os arquitetos da nova guarda se voltaram contra os inglórios que repudiavam a Modernidade (louvada seja!), sob o comando dos Imãs Imorredouros. Mas esta gritaria era ao contrário, como os chamamentos dos Almuádens ouvidos ao contrário... Meus pensamentos corriam e meus pés também, buscando a proteção de minha choupana tardomodernista e a companhia de meus fiéis amigos Kenzotange, a cabra, Michelucci, a galinha, Moshesafdie, o galo, Johnlautner, o camelo, Durrelstone, o bode, Grohpius, a mula, Saharinem, o burro, e Kurokawa, o cavalo. Olhamos pela fresta...

Colinrowes gigantescos baixavam dos céus a Terra (ou, talvez, subiam das profundas dos infernos). Eles eram vastos como a vaidade dos Arquitetos, imensos como a arrogância dos vencedores de concursos. Os Colinrowes pousavam nos concretos milenares dos nossos desertos urbanos. Suas bocas horrendas vomitavam monstruosas análises que reduziam tudo à forma, aos maneirismos, às relações entre cheios e vazios. Uma luz mais brilhante que mil sóis no deserto urbanístico de concreto se fez desde o Sagrado Eixo de Brasília até o Espelho d´Água de Chandigarh (e só a Modernidade, a Misericordiosa, sabe a distância que separa Brasília do Espelho d´Água de Chandigarh). Juro que a História da Arquitetura roncava, gritava e uivava, como se parindo todas as obscenidades mencionadas no Capítulos I, II, III e VII de Aprendendo de Meca, proibidos porem familiares a meus ouvidos impuros graças às narrativas de Khomas, o Sulino, e Godjadek, o Irônico - malditos sejam para sempre.

De um orifício que supus ser o centro expelidor de fezes, os esvoaçantes Colinrowes começaram a emanar Petereisenmans quase transparentes. Ao mesmo tempo, surgiam Robertventuris sórdidos vindos do Norte. Meu corpo inteiro tremia como as palmeiras paisagísticas de Burlemarkh, o Plantador, quando bate o Freskhib, no mês dos grandes ventos. Abracei-me a Kenzotange, a cabra, e orei pedindo a misericórdia de Teorias menos céticas e complexas. A História, a misteriosa História, no entanto não o quis assim...



As centenas (milhares?) de Robertventuris e de Petereisenmans enlouquecidos corriam por todos os lados falando a língua dos infernos. Suas faces hediondas estavam cobertas de todos os estercos e imundícies pós-modernas e pós-estruturalistas. Os Robertventuris carregavam ironias e invocavam italianismos. Os Petereisenmans carregavam fissuras, dobras, deslocamentos e hologramas grotescos. E, pior, invocavam Palladios e Terragnis. Eles apontavam esses terríveis armamentos para todos os lados, ameaçando nefandas violações. Gritavam felizes entre si, mais alto do que Paulo, o Pritzker, quando expulsa do Atelier Grande a alma das cobras, dos porcos, dos abutres e de outros inaptos ao nobre exercício da Arquitetura. Pobres Kenzotange, a cabra, e Michelucci, a galinha, e Moshesafdie, o galo, e Johnlautner, o camelo... Quem choraria por Durrelstone, o bode? E por Grohpius, a mula? Quem relembraria Saharinem, o burro, e Kurokawa, o cavalo?

Seguramente a Modernidade e seus Profetas falam com os animais, pois Kenzotange, a cabra, de um salto, viu-se livre de minhas mãos feridas e correu balindo rumo às diabólicas aparições e hologramas. Três dos demônios viram o pobre e abnegado animal disparando berros de encontro a eles. Quatrocentos jatos de ironia e desconstrução riscaram o ar. A inesquecível Kenzotange tombou nas areias como uma folha de palmeira. Os múltiplos Colinrowes e Petereisenmans ejaculavam idéias despudoradas, apontando e a disparando suas análises nojentas aos quatro ventos. Um dos ignominiosos Petereisenmans, impregnou-se tanto das malditas idéias, que explodiu, como explode por dentro o Homem quando conhece Mulher. Da explosão nasceram momentâneos Remkoolhaas, breves como as aparições de estrelas nas noites límpidas de Hagaab. Os demais Petereisenmans, saciados em seus desejos imundos, imprecavam e corriam, corriam e imprecavam, numa dança macabra. As idéias ardentes e falsas continuavam a jorrar. Muitos tombaram ao chão se contorcendo de prazer. Outros se imolavam. Tudo eram chamas e calamidade, confusão, caos e desespero. A Modernidade, em sua Providência, sentiu o choque...

Corri e tomei Kenzotange ao colo enquanto repetia a prece indicada para Rituais Fúnebres para Falecidos por Idéias Despudoradas. Ainda creio que são poderosas são as Palavras com que os Modernos falaram aos Homens! Gritei-as com toda força dos meus pulmões. Os desgraçados Colinrowes, os ultrajantes Robertventuris e os infames Petereisenmans voltaram-se para mim, rindo com sordidez e um certo desdém. Como que entediados, ao me ouvirem, retornaram, sempre às risadas, pelo orifício imundo, rumo ao ventre nojento que os havia expelido para a prática de suas abominações no sagrado deserto da Modernidade.

Num piscar de olhos, subiram aos céus e empreenderam a jornada para o Desgosto de onde nunca deveriam ter saído, deixando atrás de si as marcas satânicas de sua passagem. Fui até as palmeiras paisagísticas onde, alguns momentos antes, deixara as impurezas de meu corpo sobre a terra. Atirei-as com minhas próprias mãos sobre os restos dos Colinrowes. Atirei-as também para os céus, no rumo em que as grandes aparições Irônicas e Céticas haviam desaparecido, cuidando sempre de não arremessar minhas fezes na direção do Edifício da Sagrada Unité d´Habitation, a Perene, nem para o Jardim Benigno de Carloscarpa, o Eterno.

Enterrei Kenzotange, a cabra, disse as preces adequadas e busquei o justo repouso em minha modesta choupana tardomoderna, aninhado, no béton brut, junto à presença reconfortante de Michelucci, a galinha, Moshesafdie, o galo, Johnlautner, o camelo, Durrelstone, o bode, Grohpius, a mula, Saharinem, o burro, e Kurokawa, o cavalo.

Pela manhã, fui com Paulrudolph, o Extremo, e sua filha Metilha, ver o que restara das aparições da noite anterior. Enquanto caminhava, eu pensava se não teria delirado? Talvez fosse um castigo, justíssimo, da Modernidade, por eu ter cometido impurezas Pós-Modernas com Metilha, filha de Paulrudolph, o Extremo... Porém, Khomas, o Sulino e Godjadek, o Irônico, estavam lá, mostrando a todos os escombros demoníacos. Foi tudo verdade!



Os olhos de Paulrudolph, o Extremo, arregaralaram-se, cheios de choque... E temor... E consternação... E se os assaltos blasfemos dos Robertventuris se repetirem? Ajoelhamo-nos, Paulrudolph, o Extremo, e eu, Nazim, o estagiário, e juntos juramos proteger o Sagrado e Sagradíssimo Edifício da Modernidade (a Verdadeira! A Única! A Misericordiosa!).

Porém, no meio das orações, fomos interrompidos por Khomas, o Sulino, que divulgava a vinda dos Colinrowes. Godjadek, o Irônico, dançava em júbilo, anunciando outras eras. Os indecorosos ruídos dos infernos recomeçaram. Miramos os céus. Nossos olhos se encheram repugnância e horror. Uma legião de Robertventuris descia à terra. Atrás deles, vinha nosso Profeta, Phillipjohnson, sorridente e satisfeito. No horizonte, surgiam Colinrowes e Petereisenmans e Remkoolhaas e Frankgehrys e Zahahadids. Olhei para o lado. Não vi Paulrudolph, o Extremo. Ele fugia em gritos e lágrimas. O Apocalipse começou...




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Considerando a necessidade premente de mudar tudo, Claujatar Prosca, Prefeito & Urbanista desta Bagaça, usa e abusa de suas atribuições e decreta:

Art. 1º:
Muda-se, a partir desta data, todo o trânsito desta Municipalidade.
. §1º: As ruas que vêm, irão.
. §2º: As ruas que vão, virão.
. §3º: As ruas de mão dupla, convertem-se em ruas de mão simples.
. §4º: As ruas de mão simples, convertem-se em ruas de mão dupla.
. §5º: As ruas de tráfego lento convertem-se em ruas de tráfego rápido.
. §6º: As ruas de tráfego rápido convertem-se em ruas de tráfego lento.
. §7º: O estacionamento será obrigatório nas áreas onde hoje é proibido.
. §8º: O estacionamento será proibido nas áreas onde hoje é permitido.

Art. 2º: Ficam isentos destas regras os motoristas de Capricórnio com ascendente em Libra.
. §1º: A Guarda Municipal poderá solicitar mapa astral que comprove os referidos signos.
. §2º: Fica terminantemente proibido rogar pragas sobre os membros da Guarda Municipal.

Art.3º: Os motoristas que não aceitarem as mudanças, serão desprezados.

Art. 4º: Revogam-se todas as disposições, indisposições, preguiças e canseiras.

Esse decreto passa a valer e é já.

Claujatar Prosca,

Arquiteto, Urbanista, Prefeito e Astrólogo.
Presidente do PTh®doB
Partido Thobias® do Brasil

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MAIS ARQUITETURA THOBIAS®???
http://www.arquitetura_thobias.blogger.com.br


FENG-SHUI THOBIAS®???
http://www.thobias_fengshui.blogger.com.br





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"O povo gosta de automóvel. Quem não gosta é professor de urbanismo."
Claujatar Prosca
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ELES FAZEM O QUE O USUÁRIO QUER: A VIDA SEXUAL DO MOBILIÁRIO MODERNO
Documentário by International Design Thobias® Cine-SuperProductions.
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Capítulo 16:
Entrochando na modulação, arregaçando no empilhamento, enfiando na ergonometria.




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No curso de Arquitetura das Faculdades Thobias®, os debates acadêmicos acarretam conflagrações de efeitos inesperados. Em sala de aula, as perguntas complicadas são respondidas com ofensas à família do perguntador. Se alguém souber mais do que os nossos professores, é ameaçado. Em caso de insistência, apela-se à violência. Os últimos preceitos da pedagogia são aplicados abaixo da linha de cintura, sem escrúpulos.

Nossos professores não sabem nada de francês (aliás, mal sabem de português). Eles não conseguem fazer biquinho para dizer Corbusier. Comentários a respeito dessa característica são considerados como ofensas gravíssimas. Os ofensores são tocaiados.

Nossos professores não têm escritórios de arquitetura, pois são inteiramente dedicados ao ensino. Por garantia, eles andam armados. A vida é cheia de problemas. Em momentos de dificuldades financeiras, nossos professores podem tornar-se um tanto agrestes e exigir “contribuições” dos alunos. Os momentos de dificuldades costumam ocorrer nos dias pares. Nos ímpares também.

Curso de Arquitetura das Faculdades Thobias®:
porque pedagogia demais é coisa de boiola.

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Em 1931, indignado com as concepções arquitetônicas do Coronel Mies van der Rohe, Lampião convenceu-se de que o minimalismo é coisa de efeminado e decretou uma lei barroca para o seu bando:



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Páginas insuperáveis da Arquitetura Barroca
Florilégio & Honras & Glórias da Fabrica de Arquitetura Thobias®



E então eu (Claujatar, dito Misarete) cheguei em Roma, disposto a conhecer & a praticar a Arquitetura. Conheci Dificuldades & Problemas & Desgraças. Porém, a Providência tudo arrumou e tudo resolveu.

Uma tarde, encontrava-me eu a medir as Proporções do Pantheon, quando meus olhos se depararam com uma Gentil Dama que olhava & analisava & desenhava com Inegável Interesse o mesmo Edifício. O Porte & as Maneiras da Dama demonstravam uma Nobre Procedência. Informei-me e descobri que se tratava (ó, Coincidências!) de uma estudante das artes da Arquitetura. Chamava-se Ana Carolina Pellegrini. Vinha de terras bravias do sul. Mas se adaptara com tal Intensidade à Cidade que todos a consideravam como se houvesse nascido ali mesmo, na Caput Mundi, Roma. Interessava-se Ela pelo Pantheon a fim de registrá-lo & imprimi-lo em um Livro cujo título, naquele ano de 1637, ainda não estava definido. Seria Mármore? Seria Pedernal? Pórfiro? Bloco? Rochedo?

Mas, como aproximar-me de tão nobilérrima infanta, se meu Nome de forasteiro e minha Fama reduziam-se e reduziam-me a quase nada? Tal pergunta atordoava-me os Sentidos & os Conhecimentos. Então, para conhecer & merecer Ana Carolina Pellegrini, enchi-me de brios e decidi me tornar um Arquiteto conhecido, galardoado pela Fama.

Pouco depois, fundei a mais importante Fábrica Arquitetônica do Mundo. É difícil, na limitação destas Páginas, descrever as concepções criadas & recriadas naquela mui afamada Fábrica (ó, Ana, tudo aquilo por ti!). Mas imaginai, Sapientíssimo Leitor, o desenvolvimento de Idéias Estéticas Arrojadas; imaginai uma Fábrica cujas opiniões eram consideradas fundamentais pelos mais gentis arquitetos de todo o Orbe; imaginai construções que desafiavam as leis de Deus e dos homens; imaginai Formas Absolutamente Inovadoras que causariam espanto aos Alberti, aos Michelangeli; imaginai milhares de Clientes satisfeitíssimos com os Resultados; imaginai Idéias Urbanísticas que causariam espanto aos Vitruvius, aos Hipódamos & todos os outros.

Conseguís imaginar tudo isso, doutíssimo leitor? Pois então, vós estais no mesmo nível que eu, nos meus dias naquela Fábrica. Eu também imaginava, imaginava... Eu Imaginava uma Fábrica importante, poderosa, cheia de clientes, consultada pelos mais importantes Reinos & Instituições & Paróquias do Mundo conhecido. Mas a inveja e as falcatruas dos Bernini e dos Borromini salpicavam-me por todos os lados.

Deus Nosso Senhor é grandíssimo & infinitíssimo. Não obstante, entretanto, porém, o Mundo é injusto, leitor. Injustíssimo. Verbi gratia: Eu.

Os dinheiros não me davam nem para comprar lápis e folha de papel. Sobrevivia graças à minha Fé na Arquitetura & a uma ração diária de pão e laranja & à inquebrantável vontade de impressionar a donairosa Ana.

Mas acabaram-se as velas, algum funcionário malvado cortou o fornecimento de água, acabaram-se os trocados para comprar laranjas, a Fábrica fechou e eu me obriguei a fugir das dívidas & das ameaças & de Roma. Lá deixei os meus Sonhos. Lá deixei Ana.

Desgraçadíssima esfera sublunar! Desgraçado Bernini (hipócrita, imitador), desgraçado Borromini (biltre, estróina). Ambos surrupiaram todas as minhas Idéias. Ambos continuam a surrupiar todas as minhas Encomendas. Notícias infames afirmam que Ana admira a obra desses salafrários. Não acredito nestes boatos. São despautérios! Só podem ser despautérios!

Aqui, nas geladas & úmidas terras de Melk, escrevo estas linhas. Ontem, numa praça, ouvi alguns músicos mambembes que se auto-denominam Los Fevers (ó, Chinelagem!), a cantar : "Uou, Uou. Eu vou por aí sem destino, não passo de um peregrino". Parecem Versos feitos para mim. Não tenho lenhas para aquecer este aposento miserável. Mal consigo escrever. Meus dedos tremem. Sonho com Arquiteturas que não sei se realizarei. & sonho com Ela.
A Romana...
. . . . . .Ana...

. . . . . .Ina...


. . . . . .Ini...

LAZARENTONE, Gianclaujatar. De Urbe Thobias® et Ejusdem Furfuris & Lambançæ Arquitetonicæ. Veneza: Serenissima Typographia Thobias®, 1652.




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Caro arquiteto:
Tu não tens sorte no amor?
Tua carreira está na pindaíba?
Em viagem de "estudos", tua mulher se entregou para o primeiro que apareceu?
As revistas especializadas não reconhecem teu talento?

Saiba que já se encontram, nesta cidade, os Discipulos Estrelados de Le Corbusier.
Eles desvendarão o teu futuro e apontarão os melhores caminhos para ti por meio das famosas Cartas de Atenas!!!



CARTAS DE ATENAS!!!
Infalíveis.




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PABLO PICASSO, O GRAAAAANDE MESTRE DE OBRAS
recriação digital de uma anarco-tira clássica do falecido e sempre pranteado Planeta Diário (N.58, nov.1989).


continua

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Oscar Niemouse, o arquiteto camarada, adverte:

"Quem reclamar de problemas funcionais, não ganha sobremesa.
Menina bonita que falar mal da arquitetura moderna, ganha palmada no bumbum!"



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DEFESA PESSOAL DO CRIENTE
Por Robertão Venturi
(faixa preta em arquitetura moderna)

Comigo não tem esse negócio de projeto incompleto. Ficar telefonando pra órgão de defesa é coisa de fresco. Criente que é macho tem que lutar pelos seus direitos até tirar sangue dos cornos dos engenheiros e dos arquitetos. Por exemplo, se tu vai num escritório, pede um projeto arquitetônico e eles se recusam a acompanhar a obra, tu larga logo uma pancada na boca do arquiteto que pra ele largar mão de ser besta. Se tu vai num escritório de engenharia e pede um projeto estrutural e depois eles se arrecusam a fornecer os operários prá tocar a obra, tu começa quebrando o primeiro computador que aparecer pela frente e largando um sem-pulo nas fuças dos projetistas.

E se um desses babacas vier com aquele papo de ligar pro advogado tu aplica logo um telefone nos ouvidos do cara e atira ele pra calçada. Se ele reclamar, tu faz um escarcéu e taca fogo no escritório que é presses canalhas aprenderem a não ficar projetando porcarias pra nós, pobres crientes que não temos como nos defender.

Agora mesmo, eu vou lá no tal escritório de arquitetura Thobias® e mostrar praqueles caras alguns equívocos que eles andaram cometendo...

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A Central Thobias® de Piadas Arquitetônicas Super Produzidas (CTh®PIASUP) tem o orgulho de apresentar:

A MAIOR PIADA ARQUITETÔNICA DE TODOS OS TEMPOS!!!

(por Claujatar E. Prosca Jr.)

No alto de uma colina quase inacessível, um arquiteto português cuidava de seu rebanho de AutoCad's [cf. SILVEIRA, 2001, p.23]. Então uma Villa Rotonda toda equipada veio subindo pelo complicado caminho e parou na frente do bigodudo arquiteto. Saiu da Villa Rotonda um consultor do mercado imobiliário de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Bost, gravata italianta, sapatos moderníssimos, bicolores (fornecidos pela famosa empresa Guaragni & Bernini, Milano). Falando a língua do arquiteto português, o consultor do mercado imobiliário perguntou-lhe:

- Ó, ráius, mieu cáru Arquitétu Mãnuel, se'ieu ad'vinhar quãntus AutoCad's u senhoire táin, u senhoire me dá um?

- Dou-to sim!, respondeu o arquiteto português meio desconfiado [NEVES, 1998].

Então o consultor do mercado imobiliário voltou pra Villa Rotonda (risos). Pegou um notebook (risos), conectou-se, via celular, à internet (risos), baixou uma base de dados, entrou no site do UIA, identificou a área do rebanho de AutoCad’s por satélite (risos), calculou a média histórica do tamanho de um AutoCad daquela raça e a renda per capita dos AutoCad’s naquela região (risos), pesquisou também a pespectiva de vida daqueles AutoCad’s nos sites do DoCoMoMo (www.oms.org/asdfgqwert’s) baixou uma tabela do Excel com execução de macros personalizadas (risos). Depois de 3 horas, 14 minutos e 26 segundos, disse ao arquiteto português:

- U sinhoire táin 1.324.728 AutoCad’s (um m'lhão, trãzãntos e vint'quatro mil, set'ceintos e vint'ôitu ÃutoCádss).

O arquiteto português admitiu que sim, estava certo, muito certo, certíssimo.

Espantados com resposta tão precisa, todos os AutoCad’s contraíram os músculos, fecharam-se como moluscos e se converteram, por minutos, em esmeraldas de ossos pétreos e insensíveis. Ao fundo, ouviam-se aplausos e assobios reconhecendo a perspicácia do Consultor do Mercado Imobiliário De Não Mais Que 30 Anos. As nuvens sumiram-se do céu.

Como havia prometido, o arquiteto português disse que o homem podia levar um AutoCad. Só que o arquiteto português era esperto e entregou um Palladio pintado de verde, que se fingia de AutoCad. O consultor-do-mercado-imobiliário-de-não-mais-que-30-anos pegou o Palladio e despejou-o na escadaria da Villa Rotonda, sem perceber o embuste. Quando estava saindo, o arquiteto português perguntou:

- Ó pá, u sinhoire mi d'sculpe, mas se ieu ad'vinhar o que acont'ceu ontem com a arquitetura d’sconstrutivista, u sinhoire m'd'volve u ÃutoCádss (q'na verdad' é um Palladio p'ntado d'verde)?

Duvidando que acertasse, o consultor-do-mercado-imobiliário-de-não-mais-que-30-anos concordou.

- A arquitetura d’sconstrutivista stava num avião a vumitar? - disse o arquiteto português.

- É, foi comida! Como adivinhou?

- Ora, segundo os dados estatísticos da UIA, há 26 razões que embasam a afirmação. Porém para os efeitos concernentes ao plano geral desta piada, poderíamos considerar apenas 4 (quatro), a seguir discriminadas.

1) a arquitetura desconstrutivista casa semana que vem;
2) e na bunada não vai dinha?;
3) ó CIAM mais estrelado! Ó cu mais arregalado;
4) fica na bundinha ou leva na bundinha? [UIA, 2001, p.352]

Porém, no meio da numeração proposta, aproximou-se uma placa onde se lia: "Palladio pintado de verde chupa pau a 100 metros".

O arquiteto português e o consultor do mercado imobiliário se assustaram [SOARES, 1995; uma versão alternativa do mesmo fato aparece em ALMEIDA, 2000]. O arquiteto português emudeceu. Apareceu então outra placa, saltitando no horizonte:

"Palladio pintado de verde chupa pau a 50 metros".

E depois outra: "Palladio pintado de verde chupa pau a 20 metros" [RODRIGUES, 1990]. O arquiteto português e o consultor do mercado imobiliário ficaram desesperados. Gritos de horror inundaram os horizontes quando uma outra placa surgiu: "Palladio pintado de verde chupa pau a 10 metros".

Nisso, o verdadeiro Palladio pintado de verde que estava na Villa Rotonda, e que não era burro (na verdade era Palladio e se fingia de AutoCad), percebendo o perigo que se acercava, berrou em alto estilo:

- "Ô, ôi, estamos iniciando mais um Show do Milhão!!! E o primeiro concorrente de hoje é este consultor do mercado imobiliário de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Bost, bravata italianta, sapatos moderníssimos, bicolores (fornecidos pela famosa empresa Guaragni & Bernini, Milano)..."

_FIM????????????



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Se, em vez de arquiteto, Le Corbusier tivesse sido criador de galinhas, Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha e Ruth Verde Zein seriam, respectivamente, veterinário, produtor de milho e bióloga.

Todo arquiteto tem certeza que pode salvar a arquitetura das lambanças feitas por outros arquitetos que vieram antes dele.

Um cliente, na sua ingenuidade, não imagina como nós, arquitetos, necessitamos de poses. Sacar a lapiseira é uma pose; rabiscar um croquis é outra; emanar uma frase é outra. Em cada um desses pequenos gestos, aspiramos à eternidade.

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Enquanto isso, numa dessas Casas Coloridas Thobias®...


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Central Thobias® de Cursos do Terceiro Milênio promove:
Curso de Nada Sincronizado

ministrante:
Prof. Dr. Themístocles Serelepe de Moraes
(Especializado em Nada, Mestre em Nada, PhD. em Nada, Dr. em Nada Nada Nada)

local: a nível de
início: provável
término: incerto
horário: GMT
preço: baratinho, baratinho
maiores informações: liga aí que a gente se fala

obs.: presença de espírito garante certificados. Vários.

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Pobre arquiteto moderno, uma vida inteira projetando pérgolas aos poucos...


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Caros leitores deste blogger:

Enviar, de graça,
filosofias e projetos deste Escritório de Arquitetura Thobias® é um rompante de humildade e comiseração para com a raça humana (em geral) e para com a arquitetaiada (em particular). É a oportunidade que temos de descer, momentaneamente, do pódio no qual lançamos olhares e comentários sobre os fazeres e afazeres humanos.

Assim sendo, a partir de hoje, só encaminharemos estas verdades aos leitores que nos enviarem comprovantes de depósito bancário em nosso nome. Talvez assim a chusma que nos rodeia dê mais valor e sinta o poder que emana de nossos dedos frente a essa Tábua das Leis cheia de teclas. A arquitetura do futuro dirá quem está com a razão. We sorry, pois quem está sempre com a razão somos nós: Escritório de Arquitetura Thobias®!!!

Claujatar Prosca
Generalíssimo em Chefe
Escritório de Arquitetura Thobias®

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Grandes Novelas Arquitetônicas: resumo dos capítulos de ontem.

PÉ NA JACADEMIA DE BELAS ARTES DO RIO DE JANEIRO: 18h05min. 1930: Lúcio Costa enfia um bifa na cara de José Mariano Filho. Racionalismo Internacional pede Tradição Local em casamento. José Mariano Filho atocha uma taipadepilãozada na nuca de Lúcio Costa. Grandjean de Montigny baixa no terreiro da escola e tenta meter um coice na cara do primeiro engraçadinho que aparecer. O Moderno dá um mata-leão em Neoclássico. Lúcio Costa manda uma pilotizada abaixo da linha de cintura de José Mariano Filho. Rodrigo Mello Franco de Andrade dá uma rasteira elegantíssima em José Mariano Filho. Affonso Eduardo Reidy dá um pau em José Mariano Filho. Gregori Warchavchik acerta um sem-pulo na testa de José Mariano Filho. IPHAN acerta uma pedrada no meio das fuças de Neocolonial. A aula de teoria da arquitetura é suspensa a tijolada, pedrada, concreto, vidro, materiais honestos etc. etc.. Concreto Armado se vinga de Mármore Falso. Dobradiça Falsa range. Moderno é favorito. Neocolonial respira por aparelhos. O resultado do jogo vai parar no tapetão da história da arquitetura.

A CASACOR DAS 7 MULHERES: 19h10min. Simone Monteiro não-su-por-ta Marcela Papandokolius. Ana Campelo Paschoal a-do-ra Sofá Vermelho. Dario Duayer tá-can-sa-do de Ambientes Minimalistas. Guilherme Gibson Baldwin se apaixona por Mário Sabino Rocha. Glauco Nery combina Expressionismo Abstrato com Sofá de 3 Lugares. Mariângela Bevilácqua parte para Uma Coisa Mais Espiritual Sei Lá. Solange Heilborn reencontra Luíza Edgar Trimano. Bruno Almeida Sampaio tem um piti. Vera Lúcia Taborda quase derruba champanhe no blazer de Willian Guimarães Defoe. Ambos sorriem. Marianna Nutels aposta em Um Lance Mais Minimalista. Marcinha Souto Ribeiro e Armando “Baby” Piva têm um piti. Mário Sabino Rocha se entrega a Guilherme Gibson Baldwin. Adriano Torres Brandão de-tes-ta-de-tes-ta-de-tes-ta Pisos Brancos. Naicele Paschoal se encanta com o ambiente de Plínio Garbinski Vianna. Ricardo Rodrigues Nandi tem um piti. Reginaldo Herrenschwanden choca todos ao redor ao dizer que a-ma-de-pai-xão Paredes de Concreto Exposto. Dalton Estevão Telles tem um piti. Carlos Edgar de Andrade vai de encontro a Um Lance Mais Atemporal Sei Lá. Boris Trimano Garcez tem um piti.

PARAÍSO-9002 TROPICAL: 20h20min. ABNT pede a NBR sua parte na indenização. The European Technical Approvals (ETA) vai num jantar black-tie. NBR diz ao InMETRO que o pai de seu filho é Falcãobauer. Requerimentos Técnicos Essenciais convida Normas Européias Harmonizadas para sair. Triste e desconsolada, European Technical Approval Guidelines (ETAG) chora, mas é consolada por Directivas de Produtos de Construção (DPC). A European Organisation for Technical Approvals (EOTA) manda Mercado Imobiliário Brasileiro tomar no CUB. ABNT curva-se diante de Normas Européias Harmonizadas.

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VOCÊ QUER SER ARQUITETO???
Mas não tem tempo e nem paciência
de freqüentar um curso durante 5 anos???
Chegou a sua vez!!!

Um intenso processo de otimização, agilização, síntese, enjambramento e gambiarra permite que o aluno do curso de Arquitetura das Faculdades Thobias® atinja todos os objetivos programáticos (práticos e teóricos) em menos de uma (1) hora [GUINESS BOOK, 2006, p.351]. Diploma autenticado por Estados-irmãos caribenhos!!! Chega lá, diz que é meu amigo, que eles ainda fazem um precinho mais em conta!!!
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E ATENÇÃO: os 100 primeiros que chegar ganham, de quebra, um diploma de design!!! Inteiramente grátis!!!
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O Mercado reconhece os arquitetos graduados nas Faculdades Thobias®. Veja os testemunhos:

>>>“O elemento tentou abrir um escritório de arquitetura com um pé-de-cabra. Nossos homens passavam pelo local. Houve troca de tiros. O elemento contraiu óbito. O Mercado reconheceu o corpo no IML: era um arquiteto diplomado pelas Faculdades Thobias®.” (Delegado Ednardo Ramos, 34ª DP)

>>>“Pelo teste de DNA, o Mercado Imobiliário reconheceu o cafageste e agora agora já sabe quem emprenhou sua filha: era um arquiteto diplomado pelas Faculdades Thobias®.” (Notícias Populares; Caderno Imobiliário)

>>>“O edifício caiu. Um retrato falado permitiu ao Mercado reconhecer o responsável pela obra: era um arquiteto diplomado pelas Faculdades Thobias®.” (Programa Linha de Terra Direta; Rede Grobo)



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Os legítimos arquitetos paulistas são compostos de dióxido de enxofre, monóxido de carbono, fuligem, empena cega e tubulações à mostra.

Pérolas do pensamento liberal: a livre iniciativa arquitetônica permite aos despossuídos escolher entre morar embaixo da ponte, embaixo do viaduto ou em cima de um banco de praça.

Em viagem, os arquitetos da ASBEA não levam guias turísticos. Levam o mapa da mina.

Finlandês típico era o Alvar Aalto: só trocou de mulher quando achou outra mais feia.




Síntese retrospectiva, 35 anos depois: os 5 de Nova York foram os 4 cavaleiros do Apocalipse da arquitetura finissecular.

Mies, Corbusier, Aalto e Wright et alii. não morreram. Apenas passaram para estágios mais elevados da conceituação espacial moderna.

Se todos os arquitetos do Brasil dessem as mãos, formando uma imensa corrente em prol da criação de um Conselho próprio, ia passar um engenheiro por perto e resmungar: "Viu? Eu falei que eram uns invertidos..."

No Brasil, para cada arquiteto que é lesado nos seus direitos autorais, há um decorador sorrindo numa coluna social.


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O Escritório de Arquitetura Thobias® é um lance de alto luxo, padrão coluna social, casa cor, mármore importado, feng shui, essas coisas bacanas. Mas isso não quer dizer que a gente não tenha uma preocupação social, engajada na luta a nível de pessoa humana, tipo coisa de pobre.

É por isso que nosso presidente, arquiteto Claujatar Prosca, tem se preocupado em oferecer novas possibilidades de moradia para os menos favorecidos. Baseado nesses pressupostos, a Imobiliária Thobias® oferece lotes urbanizados, com todas as benfeitorias e situação regularizada, localizados na zona de conjunção de Júpiter com Vênus, ascendente em Plutão.

Promoção especial até sábado, ou até se acabar o escroque!!!

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No Brasil, quase todos os especialistas em arquitetura barroca não sabem de arquitetura. Os que sabem de arquitetura, não sabem nada de barroco.

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PLANEJAMENTO TERRITORIAL QUER FIXAR A MULHER NO CAMPO
O Senhor Planejamento Territorial dos Santos radicalizou geral e atingiu um ponto de inflexão, ao ordenar que a sua mulher fosse levada para o campo, e ficasse por lá, fixada, quietinha e sem abrir a boca.

O Planejamento Territorial determinou essa atitude após a conclusão de um estudo (de acordo com as normas da ABNT) a respeito dos novos paradigmas e das antigas fofocas que vinham circulando a respeito da sua mulher, acusada de "manter uma práxis de inequívoco assanhamento" pelas más línguas de muitos pesquisadores sociais. Depois de receber o aval da banca examinadora e de calar a boca da vizinhança com essa medida prático-teórica, o Planejamento Territorial voltou para casa e fez uma análise bibliográfica de todos os livros que sua mulher andava lendo, entre os quais o "Anuário Estatístico do IBGE", "O Príncipe" e "O pequeno príncipe". Todos os livros foram queimados, num procedimento que chocou a comunidade acadêmica nacional.

Os pesquisadores acadêmicos, esses vigilantes noturnos e eternos da moral e dos bons costumes, já solicitaram verbas aos organismos de incentivos à pesquisa, a fim de saber qual é a parada da mulher fixada no campo. Enquanto a verba não sai, alguns sociólogos começam a criticar os procedimentos adotado pelo Planejamento Territorial, argumentando que não adianta nada. Apesar de fixada no campo, a mulher anda pulando a cerca.

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Firmitas na brasa e utilitas na onda, que eu venustas na cara!!!

THOBIAS® Architecture tem o orgulho de apresentar



PALESTRA COM A CAVEIRA DO VITRÚVIO!!!
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21 séculos depois de sua última turnê, Vitrúvio volta com tudo, arregaçando e dechavando a arquitetura contemporânea!!!
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local: sede brasileira do Escritório de Arquitetura Thobias®.
Endereço: Rua Laudelino Gonçalves, na altura do número 439, vira as direitas, pega a pinguela e segue reto (qualquer dúvida, é só perguntar pro povo da mercearia que eles explicam direitinho).
Investimento: 1Kg de Idéias Arquitetônicas Não Perecíveis.
Data: de 2a feira em diante, sessões corridas a partir do meio dia.
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Pobre arquitetura brasileira: já não é aquilo tudo, mas ainda não é outra coisa.

No Escritório de Arquitetura Thobias®, não temos o que comer. Mas alimentamos discussões estéreis e nutrimos sentimentos repulsivos.

A vingança dos arquitetos Thobias®: No Brasil somos desconhecidos, mas na Europa e nos Estados Unidos ninguém nos conhece!!!

É desagradável a participação dos pobres nos avanços da construção de alto luxo em nosso país: eles insistem em cair dos andaimes, não sabem ler projetos construtivos, assentam ladrilhos desnivelados, carregam cadeiras de grife com má vontade e outras atitudes que revoltam os arquitetos mais sensíveis.
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A Palavra do Chefe
Novos rumos, novas metas, novos ricos.

Caros arquitetos, funcionários e estagiários o Escritório de Arquitetura Thobias®: Acertei no milhar, ganhei quinhentos contos, não vou mais trabalhar. É com esse pensamento e com esse ideário administrativo que me vejo obrigado a assumir o importante projeto urbanístico que me é confiado: dirigir esse escritório a 120 por hora, botar a turma toda do passeio pra fora, fazer tudo em duas rodas sem usar a buzina, parar a quatro dedos da vitrina.

A fim de operacionalizar esses elevados objetivos empresariais, assinei um ato demitindo toda a valorosa equipe de arquitetos, funcionários e estagiários em caráter irrevogável. Os projetos que não estão terminados, agora é que não serão terminados de uma vez. A nível de arquitetura de interiores e luminotécnica, podem guardar as sobras de tudo que chamam lar, as sombras de tudo que fomos nós, as marcas de amor nos nossos lençóis. Trata-se de uma medida extrema, que tomei no gargalo e sem gelo, em prol do avanço da acessibilidade, da sustentabilidade e da responsabilidade social nesse diabo de empresa.

Num passo seguinte, transformaremos esse glorioso Escritório de Arquitetura Thobias® numa Loja de Materiais de Construção Thobias®. E no mês seguinte, transformaremo-lo numa Fábrica de Elevadores Thobias®. E depois num Museu do Azulejo Thobias®.

Mas como essas coisas nunca dão certo mesmo, voltaremos então a ser Escritório de Arquitetura Thobias®, só que numa situação muito pior do que usufruímos hoje. E aí todos os arquitetos, funcionários e estagiários serão novamente contratados, com propostas delirantes. Pois como ensinava Mário Botta Lobo Zagallo: "não se mexe em time que está perdendo".

Claujatar Prosca
El Presidente
horário comercial



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THOBIAS®: TEMPO DE MUDANSA!!!

Nós, funcionários e estagiários
do Escritório de Arquitetura Thobias®, estamos de parabéns! O motivo do nosso júbilo, é que a partir dessa data querida muitas felicidades muitos anos de vida, o meu, o teu, o nosso Escritório Thobias® passa a ser dirigido por Claujatar Prosca, que ganhou essa bagaça toda numa mesa de pôker.

Claujatar Prosca é um exemplo das oportunidades disponibilizadas aos funcionários desta empresa. Ainda ontem lavava as latrinas da nossa subsede, além de levar passear o poodle da esposa do nosso antigo chefe, Sra. Édi Porrêi. Hoje, porém, na qualidade de diretor-presidente, assumirá o comando do pool É-ART (Empresas Arquitetônicas Reunidas Thobias®): Churrascaria Vitrúvio na Brasa®, Torrefação Café Corbusier®, Comércio de Trigo e Milho Ambasz®, Chiqueiro Ban Entreposto de Derivados Suínos®, Comércio de Ovos Archigramja Guanabara®, Proctologia Pritziker®, Bananada Gropius & Deuziuiti®, Defumador Niemeyer®, Eletrolas Lelé & Lili®, Entreposto Mies Van de Balas & Pirulitos®, Kenzo Tangas & Biquínis®, Clube de Nudismo Palladios Venceremos®, Artigas Artigos de Escritório®, Retífica & Lava a Jato Lina Já®, Lanchonete Frango Sublime Lloyd Wright®, Escritório de contabilidade Frank Gehry Aguiar®, I. M. Pei Dobradiças & Fechaduras®, Confeitaria Peter Cook de Banana®, Boîte Pauhaus Strip Show®, Renzo Pianos & Sanfonas®, Pastelaria R. Othake®, Mágicas & Entretenimento Peter Eisemandrake®, Empório de Farelos e Farinácios de Solà-Morales Rubió®, Panificação A. Siza®, Aguardente Jean Nouvelho Barreiro®, além da rede de motéis Massimiliano Fucks Park®, Vitrúvio na Brasa Plaza®, Entrocha no Kikutake Palace® e Tadaoando Até o Talo Inn.®.

Informamos à nossa distinta clientela que, em breve, Claujatar Prosca será um nome de destaque na arquitetura mundial, tal e qual o nosso antigo e desaparecido chefe, Édi Porrêi. Com esse objetivo, estamos inclusive providenciando um diploma para o nosso novo dirigente, diploma que chegará em breve, atestado, validado e comprovado por carimbos e mais carimbos dos órgãos competentes de um Estado-irmão caribenho.

Nós, funcionários, clientes, amigos e credores do Grupo de Arquitetura Thobias®, desejamos toda a sorte do mundo para Claujatar Prosca. Temos a certeza de que levará esse escritório de arquitetura à frente, já que está acostumado a levar atrás.



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Nirvana: normas técnicas.

"Para que a energia positiva circule
sem problemas no meio familiar recomenda-se revisões periódicas no equipamento, a fim de evitar o aparecimento de filhos desencapados e/ou filhas fracas."

in. CREDER, Hélyo Rajneeshav Buddah. O Feng-Chui e o Cálculo Espiritualmente Elevado das Bitola de Manilhas de Esgotos (de acordo com as norma 666). Pequim: Editora do Templo da Lâmpada Divina de 600w. 325a edição, 1284, p.1749



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Idéias Geniais, Projetos Revolucionários, Teorizações Transcendentais etc. e tal...
A CENTRAL THOBIAS® DE ROMANCES ARQUITETÔNICOS POPULARES tem o orgulho de apresentar:


Capítulo XIII: Queda em Desconstrução
ilustrações: fabz

Mesmo com as mortes e desistências de vários dos comandantes do movimento moderno, Corbu recoloca o avião na rota. Sentado na luxuosa (porem estóica) cabina de comando, Corbu examina o painel de instrumentos e sorri com desdém meticuloso. Conhece todos os truques e astúcias daquela máquina possante, todos os ardis, todas as táticas, as armadilhas, as estratégias, as espertezas, as artimanhas e prestidigitações. Corbu é impávido, soberbo, fleumático, inacessível. O avião segue o rumo pré-estabelecido sem problemas. No fundo, os outros modernistas olham com espanto:



- O homem traça tudo! - resmunga Richard Meier.
- Que capacidade de teorização! - deslumbra-se Carlos Eduardo Dias Comas.
- O importante são os amigos! - filosofa Oscar Niemeyer, filosoficamente.
- Mas que óculos! - geme Zaha Hadid.

- Senta aí na frente, ô, senta aí!!! - pedem, em coro, Paulo Mendes da Rocha, Paulo Bruna, Rute Verde Zein, Ciro Pirondi, Miguel Pereira, Antonio Carlos Campelo, João Suplicy, Edson Mahfuz, Salvador Gnoato, Ricardo Marques de Azevedo, Ângelo Bucci. Indiferente à algazarra no interior da nave, Corbu continua observando a placidez com que funciona o equipamento de vôo.



Mas, de repente, a paz é interrompida por um estalido. Uma pequena nave pilotada por Robert Venturi veio em sentido contrário, roçou a asa da grande nave moderna e uma parte da fuselagem se rompeu. Na ala destinada aos brasileiros, Marcelo Puppi destroçou as invencionices históricas dos seus conterrâneos e desconstriu no ar parte da história da arquitetura brasileira. A arquitetura moderna sofre um súbito abalo nas suas estruturas e rodopia rumo a uma colisão contra o solo.



Vestido de anjo, Lúcio Costa aparece no céu, e diz que, em caso de desprezurização da arquitetura moderna, as máscaras de um gênio da arquitetura moderna cairão automaticamente sobre seus rostos etc., etc.

Mas não há mais tempo...

A arquitetura moderna apresenta cortes epistemológicos espalhados pelo seu grande corpo de concreto e aço e vidro. Gritos. Pânico. Palavras de ordem. Manifestos a favor disso e daquilo. Manifestos contra isso e contra aquilo. Manifestos ironizando isso e aquilo. Corbu tenta um movimento desesperado, mas a nave está destroçada e sem direção. Muitos são sugados pelo vácuo intelectual criado pelo rombo. Em meio ao alvoroço, Corbu vai até a porta daquela nave sem rumo e projeta-se no espaço (sinta a sutileza de Corbu, caro leitor: um arquiteto comum apenas projetaria um espaço; ele, porém, projetou-se no espaço).



Num esforço sobre-humano, nosso herói conserta parte da fuselagem. Volta ao interior da nave e controla o equipamento danificado, mira um rio profundo e faz com que a nave siga naquela direção. A queda da imensa máquina moderna é amortecida pelas águas. Corbu entra no gigantesco corpo de aço e vidro e concreto que flutua à deriva para averiguar o estrago causado. Lança manifestos convocando todos à sobrevivência estética. Em nome de Platão! Em nome da História! Em nome da Pureza! Da Austeridade! Da Verdade! Da Idéia! Da Exatidão! Da Autenticidade! Da Sapiência! Da Correção! Da Magnificiência! Da Luz! Da Evidência! Da Funcionalidade!

Os sobreviventes espantam-se...



Como não se espantar com tal capacidade de vanguarda e liderança? Após um pequeno comício, Corbu é eleito o Senhor das Formas Elaboradas, o Oráculo de Todas as Horas, a Solução de Todas as Encruzilhadas, a Verdadíssima Fonte do Conhecimento Arquitetônico, a Irrevogável Sede da Funcionalidade, o Cavaleiro do Jogo dos Volumes, o Graal da Geometria, o Iluminadíssimo Mestre do Jogo Espacial, o Incontestabilíssimo Doutor das Formas, o Capítulo Irrevogável da Arquitetura Moderna, o Núcleo do Bom Gosto, o Árbitro das Contendas Estéticas, o Designer Inatacável, o Sumo Pontífice dos Pilotis, o Intendente dos Edifícios, o Eleito das Musas, o Senhor do Arrojo, o Grande Altar dos Brises, o Grão Mestre da Unidade Habitacional, o Grande Comendador do Concreto, a Fonte da Argúcia Urbanística, a Súmula dos Conhecimentos Arquitetônicos, além de muitos outros títulos que as carências da memória nos impedem de nomear.



Mas Corbu, alheio às pequenas glórias mundanas, atira-se no rio para tentar descobrir onde está. Faz isso sem qualquer sintoma de temor. Emergindo, Corbu percebe que a água do rio não é molhada, nem quente, nem fria, e que o rio não corre. Mas é um rio! Ele sabe que é um rio... Viu de cima, enquanto manobrava heroicamente o avião em queda.



Corbu está absorto na complexidade deste problema geográfico, quando observa que na margem do rio estão três homenzinhos olhando para ele. Os três sorriem e choram, choram e sorriem, fazem cara de mistério, choram e sorriem e choram. Têm cabelos espetadinhos, dão pulinhos nervosos e têm a carinhas cheias de espinhas. Bolhas de sabão saem das suas bocas cada vez que emitem sons. Corbu reconhece-os imediatamente. São Peter Eisenman, Frank Gehry e Rem Koolhaas...

A mente sagaz de Corbu entende por que o rio não corre, nem a água molha. Ele caiu nas Terras de Desconstrução, onde a arquitetura é paródia e a história é farsa, onde a realidade é simulacro e onde a geografia é simbolismo, onde as estruturas são fantasmagorias e os projetos são caricaturas, onde as teorizações são arremedos e os signos são ilusórios, onde o espaço é fingimento e o tempo é decalque, onde os heróis são apócrifos e os criadores são plagiários, onde as novas idéias são compilações e as certezas são vãs, onde os originais são imitações e a natureza é similitude.

Na beirada do rio, as três figuras dançam uma ciranda insana e cantam mantras incompreensíveis. O ar está cheio de bolhas de sabão...



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Arquiteto, com algum jeito para redação de textos, em desespero de causa, oferece seu parco talento para escrever auto-biografias, críticas arquitetônicas elogiosas (aos amigos, tudo!) ou desairosas (aos inimigos, a lei!), comentários, tratados teóricos, monografias, dissertações, teses, bilhetes, cartas, e-mails, estudos históricos. Em domicílio e ao gosto do freguês.

e-mail: edi@arquiteturathobias.sem.br
ou fone de recado: 55 41 345 8795, deixa o recado com o Juraci do bar, que ele é gente boa.



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concepção:
irã taborda dudeque
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romário eleitoral gratuito
PTh®doB

(Partido Thobias® do Brasil)


Eleitor brasileiro:
Você já me conhece: eu sou Pinguim da Geladeira,
sou estagiário do Escritório de Arquitetura Thobias® e me dirijo a você para apresentar o programa do PTh®doB.

Programa Feng-Shui Popular®: Esse país precisa de uma decoração melhor, a nível de circulação de energias. Com o programa Feng-Shui Popular®, pretendemos transmitir energia positiva de 110 e 220v para esse povo inzoneiro, com projetos elétricos de acordo com as normas da ABNT.
A quem tem fome, daremos ambientes energizados!!!
A quem não tem dentes, daremos Ba-guás!!!
A quem tem sede de justiça, daremos Mapa Astral!!!

Programa Urbanismo ParticiPassivo. Após pesquisas detalhadas e profundas, o relatório do Grupo Thobias® de Estudos Urbanísticos conclui: "Tá tudo errado! Assim não dá! Quéisso?" [THOBIAS®, 2005. p 43]. Para resolver o caos das nossas cidades, o nosso governo vai mudar tudo. As ruas que vêm, irão!!! As que vão, virão!!! As de mão dupla, serão de mão simples, e vice-versa!!! As de tráfego lento serão de tráfego rápido, e vice-versa!!! O estacionamento será obrigatório nas áreas onde hoje é proibido, e vice-versa!!! O tráfego de caminhões será permitido apenas nos locais onde hoje é proibido!!! As plataformas de embarque serão convertidas em plataformas de desembarque!!! As placas de trânsito terão erratas!!! Quem não aceitar as mudanças, será desprezado!!!

No mais, vale a teoria dos arquitetos MMM Roberto & Erasmo Dias:
Problemas arquitetônicos e urbanísticos a gente resolve é no soco e na cotovelada!!!


Eu sou Pinguim de Geladeira e preciso do seu voto!!!

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EXCLUSIVO!!!
Mais um capítulo do livro "Auto-Mim Enquanto Eu"

A auto-biografia-não-autorizada do arquiteto Édi Porrêi.

Aos 22 anos, li o livro "O Zen-Budismo e a Empresa do Século XXI: exercícios respiratórios para arquitetos e urbanistas". Foi uma obra que marcou minha geração a ferro e fogo. Depois dessa leitura, eu estava disposto a ficar rico e riquíssimo. Por isso, idealizei um novo conceito de espaço de integração e serviço mundial enquanto paradigma da personalização necessária para atingir objetivos precisos e determinados a nível de enriquecimento e endinheiramento. Eu sabia que o dinheiro não traria minha felicidade, mas ao menos eu poderia pagar uma equipe de psicanalistas para estudar o meu caso. Juntei minhas poucas economias e criei a primeira loja em todo o mundo que fornecia produtos e serviços de inconveniência arquitetônica, urbanística e paisagística.

A Édi's Porrêi's World's Inconveniences fornecia, com exclusividade, vários desprojetos a nível de arquitetura: goteira, portas relinchantes, pilares e vigas ilógicos, recuos arbitrários, azulejos desgrudantes, estruturas bambas, escadas perigosas, janelas sem vedação, fachadas precárias, plantas venenosas para jardim. E num lance ainda mais arrojado, decidi criar uma loja anexa, para fornecer desserviços complementares, tais como visitas fora de hora, festas de 15 anos, parentes bêbados, gravidez inesperada, pneus furados no local, multas de trânsito, dores de estômago, dores de cabeça, dores de dente, sogras, irmãos caçulas da namorada, além de mais um vasto estoque de incômodos a nível de atrapalho.

Não fui capa da Business Week e nem fiquei rico. Muito pelo contrário. O mundo é ingrato com os grandes empreendedores da arquitetura mundial.

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Numa tarde quente do rococó mineiro, enquanto Congonhas do Campo derretia, o profeta Abdias se cansa daquela sua pose pétrea e secular, abandona os compromissos com a história da arte nacional e solicita a um garçom próximo:


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Uma vez por ano, a Quase Cor organizada pelo Escritório Thobias® esforça-se em mostrar que a arquitetura brasileira já não é essas coisas. O esforço, aliás, é repetido de quinze em quinze minutos...

Folias de uma arquitetura cheia de curvas a beira-mar: ALCOVA É ILEGAL, LEGAL É BALANÇO.

Escritório de Arquitetura Thobias®, pois quem nasceu para fundo de quintal nunca chega a Arquitetos Associados.



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E nesses tempos em que a lei obriga os municípios brasileiros a formularem Planos Diretores, os funcionários do Escritório de Arquitetura Thobias® estão atarefadíssimos:


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+ CARTAS

Caros discípulos,
Vocês sabem o que eu disse para o Nelson Ned? Cresça e apareça!

Oscar Niemeyer
Mundão (horário comercial)

Senhores,
Eu estava aqui conversando com o Aleijadinho, para tentarmos estabelecer um quadro melhor e mais definido da situação histórica da arquitetura brasileira. E aí, a conclusão é óbvia: falem o que quiserem, mas eu fui um senhor arquiteto. O Aleijadinho concordou. Tudo de bom para vocês, meus moços. Ad imortalitatem.

Lúcio Costa
Berço Esplêndido
Céu (horário comercial)

Senhores,
É impressão minha, ou aqueles caras famosos que a gente estuda em História da Arte estão todos mortos? Coitados...

Ana Paula Almeida de Miranda
Merdanacuca Arquitetos Associados

Senhores,
É ferdade que é imfossível fronunciar alfumas falafras com a fele do rosto comfletamente esticada fara trás? É uma amifa minha que quer safer. Um feijo fara tofos focês.

Faula Fenfinofski
Urso de Felúcia Interiores e Decorações



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Thobias®, um escritório de arquitetura que ousa dizer seu nome: Tequinho.

Uma coisa é certa: hoje, ser arquiteto na Inglaterra deve ser bem mais divertido do que aqui.

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Grandes Pesquisas Thobias® apresenta:
Coliseu de Tuthankâmon
Autores: Frank Gehry & Aleijadinho Arquitetos Associados
Local: Nova Dheli (Jamaica)
Início da construção: séc. XI

contextualização
Este conjunto comercial, anexo a uma casa-grande em forma de zigurate, é considerado a maior e mais bem conservada tumba circular do período tardo-deconstutivista da antiga civilização micênica. Demonstra a maneira como os guaranis que vagavam na região das tundras entre Jerusalém e Ouro Preto difundiram as concepções do gótico flamejante originalmente empregadas nos hangares construídos no período de ouro da democracia ateniense. Não se sabe se este conjunto foi erigido durante o período de Nabucodonosor ou de seu sucessor, Abraham Lincoln. Mas sabe-se ao certo que foi um marco comemorativo pelo sucesso do desembarque das tropas aliadas na Normandia, durante a chamada Peste Negra. Pela importância histórica e geográfica, tal projeto recebeu o grand prix na 27a Bienal Internacional de Arquitetura de Pompéia, em 1494 (comemorativa ao oitavo centenário de fundação de Brasília). Nas manhãs de solstício, a luz do sol atravessa iluminação zenital projetando imagens místicas no chão e filmes de trás pra frente.

informações técnicas
estrutura>>
pilares de barro cozido e aço inoxidável moldados no local; vigas pré-fabricadas de cedro do líbano e plástico artesanal; lajes de folha-de-flandres e mármore de carrara em pasta.
revestimentos>> pau-a-pique sintético, borracha cerâmica e mosaico metálico de origem desconhecida (provavelmente trazido por seres intergaláticos).



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Thobias® Procura Novos Talentos!!!
Você tem boas idéias e quer colaborar com o Escritório de Arquitetura Thobias®?
Seja bem-vindo! Solicitamos apenas a gentileza de mandar seus textos, fotos e projetos já deletados, visando facilitar nosso trabalho.
A Gerência.



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Aviso à praça: Édi Porrêi, sócio-gerente do Escritório de Arquitetura Thobias®, não se responsabiliza pelos projetos de seus colaboradores. Aliás, nem pelos seus.

Thobias®, um escritório de arquitetura à altura de Oscar Niemeyer: 1 metro e 59.

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A Central Thobias®
de Grandes Reportagens Arquitetônicas
tem o orgulho de apresentar:

UM DIA NA VIDA DE HERZOG & DE MEURON
(uma história real)

14h02min: Jacques Herzog & Pierre De Meuron acordam e choram. Sentam na beirada de seu catre minimalista imundo e choram ainda mais até alagar o quarto ao lado, onde Rem Koolhaas canta: "Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de S.M.L.XL."

15h11min: Herzog & De Meuron lêem os obituários da Architectural Digest e choram.

16h13min: Herzog & De Meuron vão até uma lanchonete. Pedem um copo de água quente, onde atiram um ovo cozido. Esperam o ovo esquentar, tiram um pacotinho de chá do bolso e o submergem na mesma água. O almoço é minimalista: ovo cozido e chá. Eles choram.

16h18min:
Logo após mais uma refeição, Herzog & De Meuron rabiscam, num guardanapo imundo, o projeto de distribuição elétrica do Suicidal Center of Basiléia. A fórmula é simples: "para cada suicida, uma cadeira elétrica 24horas".

17h30min:
Herzog & De Meuron chegam chorando na solitária minimalista e fedorenta do Basiléia Pinel of Minimal Architecture, onde funciona o escritório. O trabalho, entretanto, teve que ser adiado, pois o projetista, o calculista e o autocadista eestavam na cobertura, projetando um suicídio coletivo. Preocupados, Herzog & De Meuron levam seu apoio moral aos rapazes que, animados com a presença da dupla, conseguem finalmente minimalizar suas vidas, atirando-se do 45o andar.

19h14min: Herzog & De Meuron visitam o Basileia Cemitery of Modern Art para tentar encontrar as raízes históricas da arquitetura minimalista a 7 palmos abaixo da terra. Encontram e choram.

22h: Herzog & De Meuron assistem um festival de bandas neo-deprê e choram de emoção com o réquiem interpretado pelas ossadas de Mies van der Rohe, Renato Russo, Cazuza, Fujimi Hendrix e Tutankâmon.



23h: Herzog & De Meuron vão à churrascaria anexa ao necrotério do Basiléia Manicomio of Modern Art. Pedem um rodízio de vácuo, encostam a cabeça na mesa e choram.

23h27min: Na saída, encontram uma garota que conheciam de sessões de terapia maníaco-depressiva. Convidam-a para vomitar um drink pós-estruturalista em seu catre nojento com minimalista para o mar de lama.

23h59min: Herzog & De Meuron bem que gostariam de minimalizar a moral, os costumes e os cabelos da garota. Ela, porém, angustiada com o vazio existencial da arquitetura da dupla, manda os dois tomarem no Peter Cook. Eles insistem, levam uma pilotizada no meio dos cornos e são empurrados pela janela, enchendo-se de cortes transversais, cortes longitudinais, plantas e elevações. Indignados com a falta de perspectivas, os professores de planejamento arquitetônico dão nota 3. Herzog & De Meuron reprovam e choram.

01h35min: Revoltado com a presença do arquiteto na emergência, os médicos da Santa Casa Moderna e Funcional de Misericóridia entram em greve. Perdidos na solidão da sala de espera e da arquitetura, Herzog & De Meuron choram.

02h43min: É difícil fazer uma leitura da planta de situação clínica de Herzog & De Meuron, muito mal desenhada e em escala 1:2000. Mesmo assim, enojados funcionários removem a dupla para o imundo catre lazarento sujo deprimente minimalista onde eles moram. Porém, o catre foi interditado, lacrado e incinerado pela galera da Vigilância Rap-Sanitária do Morro do CIAM.

04h01min: Aos prantos, Herzog & De Meuron ligam para o Centro de Valorização da Vida no Mercado Imobiliário e desabafam, contando seus dramas, angústias, fantasias, medos e sonhos. A secretária eletrônica responde que "isto é uma gravação! Eu quero é que se foda! Bem feito! E eu com isso? Ao ouvir o sinal, informe o estilo arquitetônico da sepultura, a hora e o local do velório! Até mais".

05h12min: Num banco minimalista e nojento de uma praça da Basiléia, Herzog & De Meuron dormem, têm pesadelos, choram e quase se afogam nas lágrimas. Paisagistas lamentam a combustão espontânea de centenas de árvores. Arquitetos e urbanistas não entendem a degradação das construções ao redor. Ecologistas tentam evitar o suicídio coletivo de pombos.



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Depois da leitura de uma exegese da Pampulha, Thobias® homenageia quem sabe:


"National Carlos Eduardo Kidias Comas expulsa o sociologismo Inca-Nada-Venusiano da obra de Niemeyer".

arte: Fabz
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Cartas...

Prezados Senhores:
Qualquer coisa, eu vou aí pessoalmente, executo umas voadoras, uma meia dúzia de cotoveladas e mais alguns rabos-de-arraia. Enfim: cubro vocês todos de porrada. Acho que isso simplifica tudo. Atenciosamente.
Joaquim Guedes
Mr. Atlas Arquitetura e Urbanismo

Caros Thobias®:
O Frank Gehry pega moleza. Na Califórnia qualquer um arranja um milionário maconheiro que queira construir aquelas porra-louquices e aí dá pro cara fazer o nome e se lançar no mercadão de sucessos internacional. Queria ver aqui em Registro (SP), que mal dá pra construir casinha pro cachorro...
Oldemário Boaesperança
Taquiuspa Arquitetos Associados

Prezado Senhore Thobias®,
É preciso denunciar a mistificação da propaganda da Bahia. Viemos da rodoviária direto pro aeroporto. Estamos aqui há mais de duas horas e o único festerê que vimos foi no salão VIP. Nem deixaram a gente entrar. Ainda não ouvimos nenhuma batucada. Até agora ninguém ofereceu hospedagem numa casa com piscina perto do apartamento da Ivete Sangalo. E o Caetano nem deu sinal. Publiquem que é tudo verdade!!!
G.R.E.S. FENEA
Aeroporto 2 de Julho
Salvador, Bahia

Dear Sirs:
I will bomb you out of existence. I won't even bother to send you a declaration in spanish, which is the language all of you mongrelized people purpot to speak. I don't know who (whom?) your architects are, and I don't care. I hate you.
Frank Gehry
Top of the World
Fuckyou, Californication

P.S. Where (What?) is Registro (SP)?



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Arquitetura Lex, Sed Latex
por Oscarface

Gênio & Dono do Quarteirão onde está o
Escritório de Arquitetura Thobias®

A antiga pena de morte 0.1 da tubular é quase nada para essa bugrada que esta aí: o negócio é tacar a impressora na cabeça desses vagabundos e enfiar o toner no bucho dos cabras. Desde que deu pau no Sketch-Up da sociedade brasileira, nosso país sofre com a falta de perspectivas. A escala da violência tem aumentado constantemente, e hoje já está em 1:100. Não tem prancha A1 que dê jeito!

É por isso que estamos todos afinzões de enfiar um AutoCad calibre 45 nos cornos desse pessoal. O momento arquitetônico requer análises formais que levem em conta a possibilidade de sair chutando o primeiro arquitetinho que discorde de nossas conceitos funcionais e estruturais.

Porém, dada a natureza democrática de nossa sociedade anônima, todo arquiteto deve manter a calma e encaminhar um projeto específico à Prefeitura, de acordo com as normas da ABNT. Só assim conseguiremos os alvarás para empalar esses animais em praça pública. Todo arquiteto consciente do momento histórico também deve lutar para que haja plantas e cortes nos gastos do governo: cortes transversais na cara, cortes longitudinais no corpo e cortes de revestrés na barriga dos meliantes, aproveitando os declives naturais do terreno para mandar os corpos e os erros projetuais ladeira abaixo. É isso. Ou o caos.

(Oscarface era um garoto que amava os Beatles, os Rolling Stones, Le Corbusier, o Generalíssimo Franco Lloyd Wright, os Irmãos MMMetralha e o Delegado Fleury)



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. opinhão profissional a nível de interiores:

OS PEÇOAL COMPLICA MUITOS DEMAIS!!!!
. por Patrícia Elisa Nogueira do Lago Sampaio
. Diretora Internacional do
. International Thobias® Associates
. Decorators and Customisated Design

Logo que eu entrei no quinto ano da faculdade meu pai arranjou um estájo pra mim num escritório super manero. Mas os pesoal complicava tantos demais que eu se irritei com tudo aquilo e tive que abrir meu próprio negósio, na área de decorassão.

Os cara ficava o tempo todo falando da diferensa entre viga, pilar e outras coiza assim de ideolojia e de esquerdismo. Sei lá, sabe? Mas eu detesto esses lanse de política. Para encomodar ainda mais faziam un monte de cálculo só pra saber qual é o tamanho dos negósio que seguram os prédio. Ah, jente, deixa disso! Se tiver fino é só colocar uma camada de gesso em cima que resolve!!!

Essas mania de complicar tinha na escola tambéim. Um dia um professor de istória mostrou o prédio de um tal de Partenon, que era um decorador de Roma, da Gréssia, do Ejito, sei lá, de um desses lugar paradão aí. Mas o tal do Partenão não tinha originalidade nenhuma, pois copiou a faichada neo-clásica igualzinha a de uma butique que eu vi quando fui pra Miami.

O tal do Partenão devia ser um pobre coitado, pois deichou a obra pelas metade, com o teto caído, sem um estilo definido, uma coisa orrorosa. Propus cobrir o edifício do tal Partenon com algo maiz aqonxegante, umas çancas de geço e uns sofás espalhados pelo ambiente. Mas o profesor foi bem groço comigo.

Ah, fala sérios, jente! Grandes coizas esse tal de Partenão. Pra mim, esse cara era um brega que não sabia nem fazer a cobertura do prédio neo-clásico dele. Sério, jente, a sala das casas dele deviam ser um orror. Os profesor e os arquiteto deviam se informar mais e parar com essas bobagem.

Eu tenho muito orgulho de dizer que arte é tudo aquilo que combina com o sofá, porque isso eu aprendi sozinha, ali, nas práticas dos quotidianos do diadia do mercado e neses anos todos que tenho trabalhado no Escritorio de Arquitetura de Interiores Thobias®. Grassas a Deus, eu tenho os meus diferensiais!!!

E quem não tem isso, tem o que? Ora, tem inveja!!!
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EM 2006
VOTE ÉDI PORRÊI
um arquiteto a nível de Thobias®, para melhorar a política nacional.

Caros eleitores:

Este país chegou num inédito ponto de degradação. A lisura, a deontologia, a ética a moral são palavras que ninguém mais sabe o que significa - e nem eu, que comprei os meus diplomas do curso primário, do curso secundário e de arquiteto! A partir dessa visão crítica do conjunto social da realidade brasileira é que eu afirmo: a responsabilidade social do arquiteto é o diabo! Já estou gastando por conta!

Meu nome é Pôrrei, Édi Pôrrei!
Eu sou arquiteto e preciso do seu voto!
PTh®doB (Partido Thobias® do Brasil)
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vestibular 2006, 2007, 2008, etc., etc.

Faça o vestibular em casa, hoje mesmo, sem compromisso!!!

O curso é claudicante, mas nós somos felizes!!!
Os conhecimentos transmitidos são aleatórios!!!
A improvisação é diária!!!
Os arquitetos graduados são suspeitos!!!
Os elogios são inexistentes!!!
As reclamações entram por um ouvido e saem pelo outro!!!

Nosso compromisso frente à Arquitetura Brasileira:
"Ficar de bobeira!!!" (apud. Édi Porrêi; Bh.C., Tn. T., Reitor, Diretor & Vigia)

Nosso compromisso com os alunos:
"Diante da grandeza infinita do universo, que diferença faz se o professor é capacitado ou não?"

Nosso sistema de avaliação das potencialidades:
"Problema com notas? É só rolar um por baixo!!!"

Nosso objetivo estratégico para o próximo quinqüênio:
"Puxar um gato do poste para iluminar a sala do diretor".

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Chega de chineláge!!!
Dê uma passadinha lá nas
Faculdades Thobias®
empresa ligada ao
International Let Me Go Away For The Sky Thobias®
(ILMGa®FTsT©)

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O Curso de Arquitetura das Faculdades Thobias® procura arquitetos com os mais diferentes diferenciais que queiram fazer parte de seu corpo de professores!!! São 2438 vagas!!!

A Capes reconheceu o cadáver no IML!!! E você?>>>

Nossos professores:
são contratados por um processo de seleção vergonhoso!!!
são amnésicos!!!
não sabem, não querem saber e têm raiva de quem sabe!!!
não têm ocupação definida!!!
vivem honestamente, se puderem!!!
são pobres pela manhã, milionários à tarde, miseráveis no dia seguinte!!!

Nosso método peidagógico:
Conteúdo as vezes, Semteúdo quase sempre. O que havemos de fazer?

A inserção dos nossos alunos no mercado:
"Arquiteto: senta-te na soleira da tua porta e todos os teus planos se realizarão!!!"

Nosso objetivo social:
"Sair de fininho!"
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Curso de Arquitetura das Faculdades Thobias®
ligado ao Thobias® International Thobias® and Thobias® and Thobias®
Inscrições abertas, mas só até sábado (ou até acabar o estoque).



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Curso de Arquitetura das Faculdades Thobias®

A escola:
Nossa existência é um problema!!!
Nossas disciplinas de projeto são um mito!!!
Nossos estúdios são um enigma!!!
Nossa pedagogia é uma falácia!!!
Nossa biblioteca é uma hipótese!!!
Em vez de tomarem atitudes, nossos professores tomam pinga!!!
Não temos sede fixa ou abrigo reconhecido!!!

A nossa filosofia de trabalho:
"Bêbados e esparramados no sofá, revolucionaremos a arquitetura mundial!!!" (Édi Porrêi, diretor)

Inscrições abertas 24 horas!!!
Venha você também para o Curso de Arquitetura das
Faculdades Thobias®

uma empresa com a qualidade
Thobias® International Architecture, Tires and Universitys

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ALEIJADINHO: the true
Entra milênio
e sai milênio mas os historiadores brasileiros não conseguem resolver um dos mais misteriosos mistérios da arte das Minas Gerais: quais as obras atribuídas ao Aleijadinho são mesmo do Aleijadinho? A portada de Congonhas é mesmo do velho mestre? E o altar-mor do Clube da Esquina? E o arco-cruzeiro do Pato Fu? E o retábulo lateral do Cassino da Pampulha? E o frontão do Sepultura? E as rocalhas da Pinga João Mendes? São perguntas que permanecem sem resposta.

De quebra, houve médicos e mais médicos tentando identificar o mal que afligiu o sofrido escultor.

Mas, depois de anos de pesquisa, eis que Claudio Boczon (
www. boczon.blogger.com.br) conta a verdadeira verdade: Aleijadinho não morreu!!! Pelo contrário! O suposto doente e falecido está mancomunado ao rei do rock, Elvis Presley, esperando o momento propício para voltar ao convívio público, com entrevistas coletivas, fotos, coquetéis, distribuição de balas, refrigerante, reboladas e estátuas originais, devidamente comprovadas. Confirma-se assim a velha frase dos para-choques dos caminhões de mudança que tanto alegravam o barroco brasileiro: "Aleijadinho voltará!"


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Não tem pernas, nem braços, é cego, surdo e mudo, mas você precisa ver que arquiteto mais talentoso...



Indignado com a feiúra da arquitetura contemporânea? Faça como Édipo: cegue-se!!!



trecho do livro
"MEMÓRIAS DE ÉDI PORRÊI, arquiteto".


Em 1993, eu fundei um dos mais importantes escritórios arquitetônicos do mundo. É difícil, nesse blog, escrever a respeito das concepções estéticas desenvolvidas nesse escritório. Mas imagine, caro leitor, idéias estéticas arrojadas; imagine um escritório cujas opiniões eram consideradas fundamentais pelos experts em arquitetura do MoMA e do Centro Georges Pompidou; imagine construções que desafiavam as leis da gravidade; imagine formas absolutamente inovadoras; imagine milhares de clientes satisfeitíssimos com os resultados; imagine idéias urbanísticas que causariam inveja em Haussmann, Sitte, Corbusier, Team X e todo o resto; imagine construções arrojadas que agradavam aos mais variados críticos.

Se você conseguir imaginar tudo isso, caro leitor, estará no mesmo nível de todos os envolvidos naquele escritório pois, na absoluta falta do que fazer, imaginávamos, imaginávamos, imaginávamos... Na nossa imaginação, nosso escritório seria importante, poderoso, cheio de clientes, consultado pelas mais importantes instituições e revistas do planeta. Mas não tínhamos dinheiro nem para comprar uma resma de papel A4. Sobrevivíamos graças a uma ração diária de pão e laranja. A luz foi cortada, a água foi cortada... Quando acabaram os trocados para comprar laranjas, o escritório fechou as portas.



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E então, em 16 de fevereiro de 1932, 14h32min, um certo arquiteto encontrou uma certa senhora...



E você, caro leitor, como agiria na mesma situação?
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Qualquer arquiteto considera todos os outros arquitetos uns burros de dar dó. Qualquer arquiteto genial só é reconhecido como tal depois que vai adubar a terra dos cemitérios. Ou seja: todo arquiteto genial é um burro morto, editado e revisto.



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Amigo Consumidor:

celebre tuas desgraças!!!
festeje teus padecimentos e tuas misérias!!!
regozije-se dos teus vexames e angústias!!!


Hoje em dia, o mundo atual é cheio de maldade, sem-vergonhice, malcriação, nomes feios, escândalos federais, atentados terroristas, gestos obscenos e outras coisas que não dá nem coragem de falar [SOARES, 1997; p.325]. Foi pensando nisso, e na tua desprotegida família que idealizamos os

SEGURANÇAS PERFORMÁTICOS THOBIAS®


Trata-se de um corpo (sic) de segurança (sic) altamente treinado nas mais renomadas instiuições de minimal art, conceptual art, transvanguarda, post-modern, desconstrutivismo, strip-tease e body-art [GODOFREDO, 1999; p. 32].

Antes de serem aceitos em nossa empresa, todos eles desenvolveram trabalhos acadêmicos que aliaram a teoria à prática no sentido de estarem ampliando as áreas de conhecimento ligadas ao Estardalhaço, ao Rufo de Tambores, aos Repiques de Sinos, aos Toques de Trombetas, à Mise-en-scène, ao Cerimonialismo Pernóstico, ao Fausto, à Pompa e ao Esplendor [AZEVEDO, 1987; p.123].

Os Seguranças Performáticos Thobias® visam atender à crescente demanda do mercado nos nichos específicos de Exibicionismo Emergencial, Alarde Despropositado, Espalhafato em Momentos Críticos, além (é óbvio) da Irresponsabilidade Pura e Simples [cf. BULHÕES, 1992; p.123].

com os
SEGURANÇAS PERFORMÁTICOS THOBIAS®,
tuas tragédias serão só alegrias!!!


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ESCRITÓRIO THOBIAS®: A DAY IN THE LIFE
Há dias em que fatos estranhos ocorrem no Escritório de Arquitetura Thobias®. Fatos estranhíssimos. É comum que os estagiários se tornem indóceis e tentem protestar contra o regime de reclusão, pão & água. Nessas ocasiões, o grande Arquiteto Édi Pôrrei (nosso líder & fonte de inspiração) costuma agir com rapidez, reestabelecendo os princípios mais elementares da exploração-do-homem-pelo-homem e colocando os insurgentes no devido lugar, qual seja, abaixo de cu de cobra, onde eles devem permanecer para o seu próprio bem.



Porém, na última sexta feira, ocorreu uma inovação: um protesto de chocolates, enfurecidos com supostos maus tratos recebidos e também preocupados em tingir nosso escritório com certas tonalidades surrealistas.


Mas antes que se alastrasse para os armários da cozinha, o protesto foi encerrado com firmeza e decisão pelo vigilante Pingüim de Geladeira (arquiteto, CREA-PN34.579, discípulo & aprendiz do valoroso Arquiteto Édi Pôrrei). Ao final do dia, o trânsito era normal nas várias dependências do escritório, sem registro de novas ocorrências. A arquitetura mundial vos agradece, Pingüim de Geladeira!



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DECORADOR SOBREVIVE COM CÉREBRO DE MINHOCA
O primeiro transplante de cérebro de minhoca para um decorador foi um sucesso absoluto de crítica e público, com várias semanas no Top-Ten-Big-Golden-Super-Hit-Da-Parada-De-Sucesso-Do-Momento da revista Today Decoration. O informe foi feito pela porta-voz do Complexo de Interiores e Interiores de Miami (CICI), em Miami.

O maior temor dos médicos era uma rejeição, por parte das células do cérebro da minhoca. Porém, o êxito da cirurgia se confirmou quando o paciente começou a fazer planos para a próxima Casa-Cor. Apesar do sucesso e da perspectiva de ganhar uma viagem para Miami (por conta dos bônus arrecadados na respectiva associação), o novo agraciado com um cérebro evita o clima de já-ganhou, preferindo um clima mais intimista, que tem a ver com as tendências do momento, "que vão estar privilegiando um homem mais contemporâneo, que está cultivando o corpo e a mente".

Sobre a sua nova relação com minhocas, o decorador se disse realizado, e que sempre "a-do-rou" minhocas.



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OS LIMITES ATEMPORAIS DA ARQUITETURA

Como diz a minha tia Maria,
"antigamente, tudo era diferente". E era mesmo. Era tudo tão diferente, mas tão diferente, que bem antigamente, lá pelos tempos do Big Bang, não existia nem tempo. A arquitetura era toda inversa.

Tipo assim: numa ocasião, um arquiteto do escritório Thobias® foi convidado a projetar uma casa. O cliente era cheio de reticências, pois tanto fazia se o projeto ia ser desenvolvido no mês que vem, no mês passado, no ano que vem, no ano retrasado ou dali a cem milhões de anos.

Não existia mês, nem ano, nem século. O projeto era fora do tempo, acontecia seis mil anos antes, seis mil anos depois, seis mil anos durante, seis mil anos de través, e nada havia, mesmo havendo tudo junto. Os arquitetos e os estagiários curtiam demais tudo aquilo, pois ninguém precisava atravessar noites desesperadas para entregar os trabalhos, pois não havia noites e nem dias e nem datas. E para deixar o projeto ainda mais excitante não existia Universo e muito menos o espaço, e nem norte e nem sul e nem nada. Ou seja, a tal casa não dispunha de localização, volume ou área: tinha 60 bilhões de metros quadrados e cabia na beirada de um átomo. A construção nem era iniciada, mas já estava concluída, embora o início e o final estivessem situadas para lá (ou para cá) de jamais.

"Antigamente, tudo era diferente", como diz a minha tia Maria. O Escritório Thobias® era imaterial, moldado no nada. Apesar dessa displicência, éramos o maior escritório daqueles tempos tão diferentes, tempos em que nem o tempo existia.



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All Édi Porrêi is Édi Porrêi!!!









hei de vencer, mesmo sendo arquiteto...

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